Em um ano marcado por importantes realizações e cumprimento de compromissos assumidos por ocasião de sua posse, o presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (CODESP), José Roberto Correia Serra, considera que "as ações implementadas proporcionaram uma expressiva evolução nos principais indicadores econômicos, sociais e ambientais em 2011".
O movimento de cargas contabilizado até o mês de outubro, por exemplo, leva a CODESP a projetar uma movimentação recorde, em torno de 97 milhões de toneladas. A expectativa era chegar a 100 milhões t, entretanto, a diminuição nos embarques de açúcar - em torno de 15% - reduziu a projeção inicial para este ano. Esse fator foi determinante para a queda de 8% na movimentação de outubro, quando o volume embarcado dessa commodity agrícola decresceu 34,2%.
Quanto ao resultado de balanço, Serra estima situar-se em torno de R$ 100 milhões, mais que o dobro do ano passado. O resultado líquido do exercício até o mês de outubro foi de R$ 79,0 milhões, com a receita líquida chegando a R$ 513,6 milhões e as despesas totalizando R$ 434,5 milhões. Ao longo dos últimos dois anos, a CODESP vem equilibrando suas despesas, entretanto, verifica-se a necessidade de recompor sua receita através de reajuste tarifário, que não ocorre há sete anos, propiciando novos investimentos. A proposta encontra-se sob análise do Conselho de Autoridade Portuária (CAP). Ainda no aspecto financeiro, nos últimos dois anos ocorreu uma expressiva redução no seu passivo, da ordem de R$ 1,2 bilhão, referente a ações trabalhistas e cíveis julgadas em favor da empresa.
Destaca, ainda, que pelo segundo ano consecutivo a CODESP distribuiu participação nos lucros (PLR) à seus empregados, fruto do bom desempenho financeiro. "Esses resultados seriam ainda mais expressivos se tivéssemos maior autonomia", afirma.
Investimentos - O volume de investimentos realizados em 2011 pelos setores público e privado foi significativo. A Secretaria de Portos (SEP) aplicou recursos do Governo Federal no aprofundamento do canal de navegação para 15 metros e seu alargamento para 220 metros, o que incluiu a derrocagem das pedras de Tefée e Itapema, já concluída. Já a CODESP investiu, com aportes da União, na retirada dos restos do navio Ais Giorgis; nas obras da Avenida Perimetral da margem direita (Santos) e Perimetral da margem esquerda (Guarujá), além do reforço dos berços de atracação.
Fonte: BrasilwsComex