O Brasil nunca faturou tanto com as exportações como no último mês de agosto: US$ 26 bilhões. O principal motivo é que o preço das chamadas commodities - que respondem por 71% das vendas - subiu muito.
No ano passado, foram vendidas 310 milhões de toneladas de minério de ferro, principal produto de exportação. Esse ano a previsão é de que o Brasil exporte quase a mesma quantidade: 320 milhões de toneladas. Só que o preço da tonelada aumentou 58% desde janeiro.
O governo até elevou a meta de exportações para esse ano: passou de US$ 245 bilhões para US$ 257 bilhões. Por outro lado, as importações também estão batendo recordes.
"A primeira vez na história que num mês nos tivemos exportações acima de US$ 25 bilhões de e importações acima de US$ 20 bilhões. É outro patamar do comércio brasileiro nas duas frentes", diz a secretária de comércio exterior, Tatiana Prazeres.
O saldo da balança no mês passado ficou positivo: tive um superávit de US$ 3,8 milhões de dólares, o maior resultado para o mês em cinco anos. A expectativa do governo é de que o ano feche com um superávit de US$ 27 bilhões na balança comercial.
O problema, de acordo com a Associação de Comércio Exterior do Brasil, é que ao longo dos últimos anos a parcela de produtos industrializados, que foram vendidos para o exterior, vem diminuindo e isso deixa o país cada vez mais refém do sobe e desce das commodities.
Em entrevista à Globonews, o diretor da associação, José Augusto de Castro, falou sobre o problema.
"Na parte de commodities nós não temos nenhuma ingerência. Apenas torcer para que elas permaneçam em patamar elevado, o que não deve acontecer. Agora, na verdade nos precisaríamos aumentar a exportação de produtos manufaturados e nesse momento a taxa de cambio não estimula que isso aconteça".
Fonte: Jornal A Tribuna