No primeiro trimestre, o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio) anunciou que as exportações brasileiras resultaram em um valor de US$ US$ 71,4 bilhões. Esse montante vai ao encontro às perspectivas dos analistas do setor que estão prevendo uma considerável melhora na soma de produtos exportados para este ano.
Anunciado no início do ano, o parâmetro de vendas externas batia na casa dos US$ 228 bilhões. Entretanto, esse número já foi revisto e o ministério trabalha com a quantia de US$ 245 milhões para o período. Fernando Pimentel, ministro do Comércio Exterior, ressaltou que o aumento representará uma elevação de 21% sobre o total verificado no ano passado.
A meta foi reajustada em virtude da previsão do desempenho da economia brasileira, que deverá atingir crescimento entre 4,5% e 5% no ano, e a recuperação dos mercados europeus e dos Estados Unidos, além da força demonstrada pela região da China.
Analistas do mercado financeiro, que fornecem dados para o Banco Central, também estimam uma alta na previsão de superávit da balança comercial - soma das exportações e importações. Segundo eles, o valor de US$ 15 bilhões foi revisto para US$ 18,05 bilhões neste ano.
Essa estimativa é comprovada quando se estuda os números de cada mês. Em abril, o saldo comercial ficou em US$ 1,863 bilhão. Esse resultado superou os números de março, considerado o melhor mês do ano, cujo desempenho foi de saldo positivo em US$ 1,552 bilhão, ante US$ 1,199 bilhão em fevereiro e US$ 422 milhões em janeiro.
Produtos básicos
Em abril, os destaques ficaram por conta dos produtos básicos (minério de ferro, petróleo bruto e grãos), que aumentaram 54,8% em comparação com o mesmo mês do ano passado pela média diária. Mas houve também crescimento dos embarques de semimanufaturados (42%) e de itens industrializados (20%).
Pimentel afirmou que se a nova política industrial for realmente anunciada pelo governo brasileiro, que visa ampliar a produtividade dos produtos nacionais lá fora, os planos de crescimento podem crescer ainda mais. "Nosso desafio é como exportar mais produtos industrializados sem abrir mão do [nosso] papel nas exportações de commodities", disse.
Fonte: Webtranspo