Em nota à imprensa, o Copom informou que a decisão foi unânime e adiantou que o patamar de 8,75% "é consistente com um cenário inflacionário benigno, contribuindo para assegurar a convergência da inflação para a trajetória de metas ao longo de horizonte relevante, bem como para a recuperação não inflacionária da atividade econômica".
Em um movimento inédito, o Brasil se distancia do pódio de juros reais mais altos do mundo e ocupa agora a quinta posição do ranking elaborado pela Uptrend Consultoria Econômica, com base das 40 maiores economias. Está atrás da China (7,1%), Hungria (5,6%), Tailândia (5,5%) e Argentina (4,9%), enquanto a Venezuela continua na liderança dos juros nominais mais altos: 20,3% ao ano.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) criticou a redução da taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual, considerando "prematura e equivocada" a redução no ritmo de abrandamento da política monetária.
Em nota, o presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, afirma que a crise financeira internacional não foi superada e cobrou um corte "mais expressivo" nos juros. Segundo ele, a produção industrial está abaixo do verificado no ano passado.
“Além disso, o comportamento dos preços no atacado, com a observância de taxas negativas nos últimos meses, claramente permite a manutenção de uma política monetária mais agressiva”, defendeu o presidente da CNI.
Armando Monteiro Neto afirma ainda que a desvalorização do dólar frente ao real também justifica maior "ajuste" nos juros. “A taxa Selic real mantém-se próxima a 5% ao ano, o que é muito elevada para os padrões mundiais de uma economia deflacionária. Esse diferencial provoca a entrada de recursos externos de curto prazo que favorece a valorização excessiva do real”, disse. (ABr)
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