21.04.2009

Estudo da FGV revela: 71% das empresas exportadoras brasileiras não agem para resolver barreiras externas

O Centro de Excelência em Logística e Cadeias de Abastecimento da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da FGV (GVcelog) realizou a pesquisa “Exportações: Superação das Barreiras e o Impacto no Desempenho”, que revela dados sobre como as empresas exportadoras brasileiras se comportam diante das barreiras externas às suas exportações e como essas práticas de gestão adotadas repercutem em seu desempenho.

A análise, que contou com a participação de 447 empresas cadastradas no banco de dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), foi realizada de novembro de 2008 a abril de 2009 e considerou barreiras relacionadas a: infraestrutura, logística, legislação e burocracia.

Os principais obstáculos apresentados foram: avarias e roubo de carga, baixa frequência de rotas internacionais, falta de operadores logísticos capacitados e alta complexidade do Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex).

Dados obtidos

A pesquisa identificou que 71% das empresas exportadoras brasileiras não fazem nada ou sabem que é possível fazer, mas também não atuam para melhorar seus desempenhos perante os entraves externos na infraestrutura brasileira. Além disso, 49% não agem para enfrentar as dificuldades relacionadas à logística, outras 72% não atuam para resolver os problemas de aspecto legal, e 68% não enfrentam as questões burocráticas.

Segundo o coordenador do GVcelog, Manoel Reis, o que ocorre "é uma certa acomodação das empresas do setor, mais pela falta de cultura organizacional, competências e pessoal especializado. Para resolver o problema sobre baixa frequência de rotas para a exportação, por exemplo, a empresa não pode mudar ou ampliar o número de aviões ou navios que fazem as rotas, mas pode adaptar sua logística industrial para otimizar as poucas de que dispõe".

Fonte: Revista Portuária - 20.04.2009

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