07.04.2009

China dobra participação nas exportações do Brasil e ajuda balança comercial

A China dobrou a sua participação nas exportações brasileiras no primeiro trimestre de 2009. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, o país asiático respondeu por 11% das vendas do Brasil para o exterior. No mesmo período 2008, a participação era de 5,4%.

Nos três primeiros meses do ano, as exportações para a China aumentaram 63%, para US$ 3,4 bilhões. Em um momento de desaceleração do comércio mundial, devido à crise econômica, esse movimento foi o inverso do registrado em relação a outros países.

Nesse período, o Brasil vendeu 38% a menos para os EUA, 44% menos para a Argentina e teve queda de 22% nos embarques para a União Européia.

Embora tenha vendido mais para a China, o Brasil comprou menos produtos do seu principal parceiro comercial asiático. Houve uma queda de 13% nas importações de produtos chineses, para US$ 3,6 bilhões.

Considerando apenas o mês de março, o Brasil voltou a registrar superávit comercial com a China. No mês passado, o valor das exportações superou o valor das importações em US$ 508 milhões. É a primeira vez que isso acontece desde setembro de 2008.

Para se ter uma idéia dessa virada, em março de 2008, as importações da China superaram as exportações em US$ 610 milhões.

"Sem a China, as exportações seriam menores e poderia até haver déficit [na balança brasileira]", disse o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral.

Trimestre

O Ministério do Desenvolvimento prevê uma queda de 20% nas exportações em 2009 na comparação com o ano passado. Se confirmada, essa será a primeira queda nas exportações desde 1999.

No primeiro trimestre, as exportações brasileiras registraram recuo de quase 20% em relação ao mesmo intervalo no ano passado, para US$ 31,177 bilhões. No período, o superávit da balança comercial ficou em US$ 3,012 bilhões.

A queda nas exportações brasileiras no primeiro trimestre ficou praticamente no mesmo nível de países como EUA (-21,5%), China (-21,1%) e Índia (-18,9%). Tiveram resultados piores a Coreia do Sul (-25,1%), Argentina (-30,4%), México (-31,5%) e Rússia (-43%).

Fonte: Revista Sustentabilidade



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