Em meio ao cenário de crise mundial os transportadores brasileiros se preocupam com o preço do combustível. De acordo com dados da ANP (Agência Nacional de Petróleo), a média do preço do óleo diesel em fevereiro foi de R$ 1,87 por litro.
Segundo Dagnor Roberto Schneider, diretor presidente da Coopercarga, houve uma drástica redução na cotação do barril do petróleo nos últimos meses, no entanto, essa queda não foi repassada ao consumidor final. “No último mês, o preço do diesel representou 2,28% do valor do barril. Em anos anteriores, como 2003 ou 2004, esse número não passava de 1,39%”, explica.
Dados do Setcom (Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Oeste e Meio Oeste Catarinense) apontam que o valor do combustível representa de 48% a 52% dos custos da operação de transporte no País.
“O alto valor do combustível faz com que o transportador perca em competitividade, principalmente o pequeno empreendedor. Se a empresa tem um frete de R$ 1 mil, aproximadamente R$ 500 será destinado apenas para abastecer o caminhão”, aponta.
Para Schneider, é preciso que o poder público tome medidas para contar o aumento de preços. “O que vemos em outros países são governantes buscando alternativas para amenizar o impacto da crise, que sofre com os reflexos e a turbulência do cenário econômico. No Brasil, precisamos de iniciativas em nosso setor, quando falamos na desoneração de custos, como é o caso dos combustíveis”, argumenta.
“É necessário que haja uma mobilização para que este cenário se reverta positivamente. Com a crise, o setor de transporte sente os reflexos duplamente, pois houve uma queda na demanda e o valor do combustível está fora de um padrão aceitável”, conclui.
Fonte: Webtranspo